quinta-feira, maio 23, 2024
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Humberto Luiz, produto da alma Caratinguens

Texto: de Mauro Bomfim
Poucos conseguiram se impregnar tão intensamente da alma de Caratinga como o nosso personagem de hoje.
Nascido em Teófilo Otoni, repetindo o gesto do célebre herói da Revolução Liberal , que chegou ao Serro trazendo em lombo de burro uma tipografia, Humberto Luiz chega a Caratinga com uma prensa na mão, acompanhando os visionários irmãos Eurico e George Gade na louca aventura de fincar uma antena no alto da Pedra Itaúna e gravar com sinete de ouro as páginas imorredouras do Jornal de Caratinga .
A partir daí, a terra que João Caetano do Nascimento plantou e que Monsenhor Rocha abençoou sob os auspícios da estátua majestosa de São João Batista do alto de sua catedral, acompanhou o nosso personagem , tal o Observatório de Greenwich, informando todas as horas e minutos de Caratinga.
Com sua pena molhada na aquarela da sensibilidade e raramente no ácido sulfúrico, mercê de seu equilíbrio na justa posição de cada palavra para descrever o fato.
Redator , repórter, editor, chefe de redação, daqueles homens do jornalismo que desciam até as oficinas na madrugada para conferir o último clichê do velho linotipo, ou a qualidade da foto clicada por Onair de Freitas para a manchete do dia, que tanto poderia ser o título de Miss Brasil conquistado pela caratinguense Stael Abelha, a visita do Senador José Augusto , a campanha política acirrada entre Zé Alemão e Moacir de Mattos , ou as proezas do Dr. Fabinho.
Poeta do cotidiano, passeava pela Olegário Maciel ou pela Benedito Valadares bebendo a inspiração para escrever a crônica da semana, aproveitando a pausa na Vitafrutas do Paulinho, no Hotel Suíço, no Paletta ou no Café Iris para captar os acontecimentos do dia.
E não se separava do gravador a tiracolo, como bom jornalista que não dispensa o furo de reportagem.
Esse verdadeiro “globe-trottter” caratinguense, jogava em todas as posições na Cidade das Palmeiras: mestre de cerimônia, produtor de eventos, assessor legislativo. Parece que possuía o dom da ubiquidade: Rádio Caratinga, Sistecc, Catedral de São João Batista, Lions Clube, Rotary, Maçonaria, Câmara Municipal, Academia Caratinguense de Letras, universidade, o vemos em todos os lugares, o terno impecável, seus adamanes de fidalgo, sua voz cálida e pacificadora dos espíritos.
Esse notável conciliador e ativista cultural ainda teve fôlego para sintetizar, num movimento, a mais fulgurante expressão de nossa música: por sua obra e graça fundou o MAC – Movimento dos Amigos de Caratinga, para deixar sempre acesa na pira ardente a chama da memória de Agnaldo Timóteo, o Sinatra brasileiro, o filho da Dona Catarina que deixou Caratinga ainda jovem para maravilhar o país e a América Latina com sua voz tonitruante .
Em tudo, nosso personagem se superava para tentar alcançar a perfeição. Seja no teclado da velha Remignton, respirando o pó das antigas redações, seja no pomposo cerimonial dos eventos culturais e comunitários, sua figura projetava luz, irradiava calor, e em torno de si reunia propósitos, ideais e amigos.
Com sua pena combateu, com sua palavra venceu e convenceu.
Humberto Luiz Salustiano Costa foi, agora, chamado ao Oriente Eterno.
As pradarias celestiais certamente estão engalanadas para recebê-lo com pompa e circunstância.
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Mauro Bomfim- advogado, jornalista e escritor.

Marta Aguiar

Eu, Marta Rodrigues de Aguiar nasci em: 27/08/1958, sou funcionária pública, fui a primeira presidente do Conselho de Turismo, sou escritora e acadêmica da (ACLA), Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu-MG, Possuo cursos de Organização de Eventos, Secretariado Executivo, Informática, Designer Gráfico, (CorelDraw e PhotoShop), Cursando mais uma vez Designer Gráfico na Prepara com mais duas especializações. (CorewDraw, PhotoShop, PageMaker e InDesigner). Sou Repórter e Fotógrafo, trabalhei com Devair Guimarães no Jornal das Montanhas.