A cultura de Minas não se limita apenas as Artes e Letras

A cultura de Minas, principalmente aqui na região Pólo que por sinal é Manhuaçu, é rica não só em Artes Plásticas e Letras, mas também no folclore.

Folclore este que está ficando cada vez mais esquecido pelo povo, assim como a Folia de Reis e Folia de São Sebastião.

Desse folclore poucas pessoas conhecem e lembram, mas existe um outro folclore que praticamente ninguém conhece, que é:         (Reza para as Almas).

Reza para as Almas:

São grupos de pessoas que de acordo com os católicos há décadas atrás, essa reza acontecia a partir de uma promessa que mesmos antes de ter o pedido atendido tinha seu inicio que prosseguia por sete anos.

Todas as orações eram em cânticos, que eram cantados a porta das casas que eram escolhidas de acordo com a distâncias umas das outras.

A Cultura mineira não se limita apenas as Letras e Artes na época. Nesses cânticos eram pedidos que os moradores rezassem a oração que Cristo nos ensinou que é o Pai Nosso, pedia-se também que rezassem a Ave Maria, o Credo e a Salve Rainha, mas sem abrirem as portas.

Assim iam de casa em casa, mas ao se despedirem convidavam os moradores para acompanhá-los. Nessa época as pessoas dormiam cedo, então as rezas começavam a partir das 9 horas que eram para acordá-los com os cânticos e com o barulho dos instrumentos que eram artesanais, fabricados por eles mesmos, “reco reco, matraca e zum zum”.

As pessoas que integravam o grupo como de costume, tinham como hábito de pegar no pomar das casas que visitavam laranjas, as mais azedas que tivesse para chupar com sal que levavam de casa para amenizar o desgaste das cordas vocais.

Ao terminar a rezar geralmente os moradores colocavam oferendas como: lanches, doces ou balas e faziam isso no escuro, pois eles não podiam acender as luzes e eram agradecidos pela cortesia.

Os religiosos que tiveram a oportunidade de conhecer essa reza, sabe de todo o ritual exigido, mas muitas vezes encontravam pessoas que não conhecia e que acabavam por não cumprir o ritual e nos cânticos as pessoas eram orientadas de como proceder.

Marta Aguiar

Marta Aguiar

Eu, Marta Rodrigues de Aguiar nasci em: 27/08/1958, sou funcionária pública, fui a primeira presidente do Conselho de Turismo, sou escritora e acadêmica da (ACLA), Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu-MG, Possuo cursos de Organização de Eventos, Secretariado Executivo, Informática, Designer Gráfico, (CorelDraw e PhotoShop), Cursando mais uma vez Designer Gráfico na Prepara com mais duas especializações. (CorewDraw, PhotoShop, PageMaker e InDesigner). Sou Repórter e Fotógrafo, trabalhei com Devair Guimarães no Jornal das Montanhas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *