O povo quer saber o que são prioridades

É dinheiro que não acaba mais! Muito trovão para pouca chuva, sem contar outras obras que estão sendo realizadas com valores semelhantes a estes. A revolta do povão está sendo baseada nesses valores absurdos.

A convite das comunidades há algum tempo atrás, o JM nos Bairros, percorreu a cidade e em vários bairros encontramos moradores revoltados com o descaso do poder público com a periferia. Dentre eles se destacaram os bairros Santa Luzia, Matinha, Engenho da Serra e Santa Terezinha.

Luciana Gomes da Costa, moradora da Rua São Mateus, do Bairro Santa Terezinha, na época nos conduziu a uma escadaria, se é que se pode chamar o que vimos de escadaria, cujos os degraus são feitos por sacos de linhagem e indignada fez sua explanação.

“Olha a situação! As crianças saem de casa limpas e vão para a escola imundas principalmente quando chove. Constantemente ouço as quedas das pessoas rolando escada abaixo batendo na parede da minha casa. Sair com uma pessoa aqui em dias de chuva para levar ao UPA é quase impossível. A enxurrada invade as residências aqui de baixo, estamos precisando de boca de lobo, construção das escadarias, calçamento para as ruas, entra ano e sai ano, um sai e outro assume o poder e ninguém faz nada. Disse Luciana

Luciana também falou a coisa mais acertada com relação aos políticos.

“Os políticos só vem aqui em época de eleição pedir voto, fazem um monte de promessas, depois da eleição eles somem. Se eles trabalhassem mesmo; não precisariam vir aqui pedir voto e nem gastar fortunas com campanha, já teriam feito a campanha mostrando trabalho”.Concluiu Luciana

A comunidade questionou as obras do poder público no centro da cidade. De acordo com a opinião deles, arrancar paralelepípedos para a colocação de bloquetes foi um desperdício de dinheiro, mas já que o fez; porque não usaram os paralelepípedos para o calçamento das ruas do bairro Santa Terezinha, e disseram:

“O paralelepípedo não serve para eles! Para nós ele serve, nos tiraria desse lamaçal em dias de chuva”.

As obras são necessárias? São com certeza, mas será que estão dando prioridades as verdadeiras necessidades do povo? Será que investir em infra-estrutura e saneamento básico, que consequentemente influiria em bem estar e saúde da população não são prioridades? Será que enfeitar “PAVÃO”, resolveria os problemas emergenciais do povo de Manhuaçu?

Olhando o Pavão, ele é uma ave linda! Mas olhem o que o mantém de pé.

Ou seja; os pés.

Os pés do PAVÃO são feios? A periferia também, mas com uma diferença; para os pés do PAVÃO não existe solução, já para a periferia existe, bastaria que o poder público fosse governado com transparência, com a participação popular.

Governar com o povo e para o povo.

Farmácia do SUS:     703.000,00

Capela velório:          367.201,29

Praça Cesar Leite:      294.534,12

ESF Nossa Srª Aparecida:  49.755,13

Total: 1.414.490,54

UM MILHÃO QUATROCENTOS E QUATORZE MIL QUATROCENTOS E NOVENTA REAIS E CINQUENTA E QUATRO CENTAVOS

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Marta Aguiar

Marta Aguiar

Eu, Marta Rodrigues de Aguiar nasci em: 27/08/1958, sou funcionária pública, fui a primeira presidente do Conselho de Turismo, sou escritora e acadêmica da (ACLA), Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu-MG, Possuo cursos de Organização de Eventos, Secretariado Executivo, Informática, Designer Gráfico, (CorelDraw e PhotoShop), Cursando mais uma vez Designer Gráfico na Prepara com mais duas especializações. (CorewDraw, PhotoShop, PageMaker e InDesigner). Sou Repórter e Fotógrafo, trabalhei com Devair Guimarães no Jornal das Montanhas.

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