Café mobiliza alunos de São Sebastião do Anta, na região de Caratinga

Alunos aprenderam sobre a origem e os tipos de café

O município de São Sebastião do Anta, localizado na divisa de Minas com o estado do Espírito Santo, no Vale do Rio Doce, é conhecido pela produção em larga escala de café. E com a inspiração criada por uma iniciativa da Escola Estadual Professor Ilídio de Carvalho Alves, chamada “Café Literário”, que surgiu a ideia de criar um projeto que estudasse o café, símbolo da economia local.

Visitas a fazendas locais para acompanhar o processo de plantio e de beneficiamento do grão para exportação, entrevistas com agricultores locais, conversas com engenheiros agrônomos, o estudo dos benefícios e dos malefícios do café, além de uma exposição de fotos sobre festivais de café em Sebastião do Anta foram algumas das atividades realizadas durante este grande projeto pedagógico, que mobilizou todos os 250 alunos do Ensino Médio da EE Professor Ilídio de Carvalho Alves, e professores de Geografia, Química e Literatura.

Segundo a ex-professora de Geografia da escola, Raquel Ferreira de Meireles, que ficou responsável pela concepção e coordenação do projeto, a iniciativa trouxe novidades desconhecidas pelos alunos, como a origem do café. A iguaria foi inicialmente explorada como alimento na região nordeste da África, onde atualmente se encontra a Etiópia.

“No âmbito histórico, os estudantes passaram a ter ciência da importância econômica do café, que é a atividade carro-chefe da nossa cidade. O café, inclusive, até hoje é o sustentáculo da economia brasileira. Abordamos a chegada das lavouras de café em São Sebastião do Anta, e os tipos de grão, como o café orgânico e de exportação”, explicou a professora.

Café para todos os usos

Apesar de a bebida já ter sido considerada um elixir, capaz de combater doenças como diabetes, derrame, pedra nos rins, parkinson e até câncer, o consumo excessivo do café é também relacionado ao desecadeamento de úlceras e doenças cardíacas. Segundo especialistas, a diferença está na quantidade do consumo da iguaria.

As receitas foram também um ponto alto da pesquisa, na opinião da professora de História. “Café não é apenas o que tiramos da garrafa para beber. Os alunos ficaram encantados com os bolos, as balas e os biscoitos à base deste alimento. A visita a fazenda da família Carlos Alves, uma das mais tradicionais e à qual se atribui a introdução dos primeiros pés de café na região, foi também bem interessante”, concluiu a professora.

A aluna do 3º ano do Ensino Médio da EE Professor Ilídio de Carvalho Alves, Francismara Almeida Elias, gostou da experiência. “Foi muito interessante esta proposta. Consegui chegar a várias informações novas para mim, apesar de ser filha de pequeno agricultor de café”, contou a aluna.

Franscismara contou ainda que o café orgânico, cultivado de forma quase artesanal e livre de produtos químicos, se tornou uma iguaria, com alto preço de mercado. “O café orgânico demanda mais trabalho. Existem regiões em que a alta incidência de câncer na é relacionada ao consumo de alimentos e água contaminado por agentes químicos. Por isso a produção livre de agrotóxicos é recomendada”, observou a aluna.

No final da programação, os 250 alunos fizeram também uma feira de comidas típicas, que foram saboreadas com o tradicional café mineiro.

 

Agência Minas

Postado por Marta Aguiar

Marta Aguiar

Eu, Marta Rodrigues de Aguiar nasci em: 27/08/1958, sou funcionária pública, fui a primeira presidente do Conselho de Turismo, sou escritora e acadêmica da (ACLA), Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu-MG, Possuo cursos de Organização de Eventos, Secretariado Executivo, Informática, Designer Gráfico, (CorelDraw e PhotoShop), Cursando mais uma vez Designer Gráfico na Prepara com mais duas especializações. (CorewDraw, PhotoShop, PageMaker e InDesigner). Sou Repórter e Fotógrafo, trabalhei com Devair Guimarães no Jornal das Montanhas.

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