segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
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Guarda Municipal leva Cinoterapia para Abrigo Cristo Redentor

Marta Aguiar 23 de maio de 2018 Nacional

Rio de Janeiro

Projeto entra em nova fase na APAE-Tijuca e atenderá adolescentes e adultos

 -A Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) ampliou o projeto de Cinoterapia – terapia realizada com emprego de animais – e passará a atender o Abrigo Cristo Redentor, administrado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH),  que conta com 220 idosos residentes. As visitas da equipe do Grupamento de Cães de Guarda (GCG) acontecerão sempre às quartas-feiras, a partir das 14h, e serão destinadas a todos os idosos atendidos pelo abrigo, inclusive os acamados.  Realizado na APAE-Tijuca desde março de 2017, o projeto já beneficiou crianças com deficiência, de 2 a 14 anos, e entrará em nova fase na unidade com a abertura do atendimento também a adolescentes e adultos a partir do dia 29 de maio.

– É muito gratificante ter a Cinoterapia no abrigo, pois ajuda muito no processo de melhora dos pacientes. Quando eles veem os cães, conseguem trazer de volta aquela lembrança boa do passado, do ambiente familiar, tendo um dia muito mais alegre, contribuindo para um tratamento mais humanizado para nossos idosos – destaca a diretora do abrigo, Tânia Marli Nascimento Lima durante a primeira visita da equipe no dia 16 de maio.

A Cinoterapia recomeçou no ano passado na APAE-Tijuca após ter ficado suspensa por seis anos. Antes, o projeto do Grupamento de Cães da Guarda Municipal funcionou de 2005 até 2011 em parceria com o Retiro dos Artistas e com os próprios Abrigo Cristo Redentor e APAE. Os profissionais de saúde das instituições beneficiadas destacam que a terapia é um importante recurso para auxiliar no tratamento médico de crianças e idosos, proporcionando melhorias significativas na qualidade de vida, devido ao contato com os cães.

No primeiro ano,  cerca de 30 crianças com síndrome de Down, autismo, microcefalia e paralisia cerebral  participaram das sessões com os cães em duas etapas, que tiveram duração de seis meses cada. Foram observadas melhorias na cognição, socialização, concentração e mobilidade, além do desenvolvendo da afetividade e redução do estresse e da agressividade. Todas as visitas foram acompanhadas e supervisionadas pela equipe multidisciplinar da associação. Após esse período, os profissionais continuam as avaliações dos alunos participantes por igual período e sem contato com os animais. Também em 2017, o Abrigo Cristo Redentor recebeu uma visita dos cães durante uma apresentação especial do Showdog – apresentação de técnicas de adestramento – realizada no mês de setembro. Agora, as visitas serão regulares e com foco na terapia.

– Ficamos felizes em colaborar com esse tipo de trabalho realizado na APAE e no Abrigo Cristo Redentor. Por isso, buscamos fazer sempre o melhor, selecionando os cães mais adequados para este tipo de atividade e também auxiliando em tudo os profissionais dessas associações que coordenam os projetos – destaca o comandante do Grupamento de Cães de Guarda, inspetor Aluísio Alvarenga.

Cuidados com os cães – Para o contato com as pessoas, os animais passam por processos de higienização e controle de zoonoses, só sendo liberados para a atividade após aprovação do veterinário. Antes de cada sessão, eles recebem um verdadeiro tratamento de beleza – que inclui banho e lixamento de unhas – e ainda exames que comprovam estar com a saúde em dia. Participam do projeto o fox paulistinha Gigante e os golden retriever Joia, Jade e Joe, escolhidos por serem bastante sociáveis. Os cães estão acostumados com a atividade e não oferecem riscos aos pacientes. Nas sessões, os cães são acompanhados do veterinário e de seus condutores, que convivem com eles desde pequenos e têm grande domínio no adestramento dos animais.

Foto do perfil de Guarda Municipal do Rio de Janeiro

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