sábado, 17 de novembro de 2018
Manhuaçu Notícia – Notícias e informação de Manhuaçu e Região

CREAS orienta sobre como lidar com pessoas em situação de rua

Marta Aguiar 15 de março de 2018 Região

Manhuaçu

 

-A cidade cresce e o desenvolvimento traz novos desafios. Um deles, a questão dos moradores de rua. Em Manhuaçu, a Prefeitura oferece, por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social, em parceria com a FUMAPH, um serviço especializado às pessoas em situação de rua.

A Prefeita Cici Magalhães destaca a importância deste trabalho coordenado pelo CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) junto à sociedade, para a promoção da dignidade humana e a busca de soluções para um problema tão complexo.

O Serviço Especializado de Abordagem Social às Pessoas em Situação de Rua é formado por um Assistente Social e dois educadores sociais. Um acompanhamento é realizado com estas pessoas, sendo oferecido um suporte para que o cidadão tenha seus direitos garantidos. No atendimento, busca-se conhecer e entender o histórico de vida de cada um. O serviço conta com suporte do Albergue Municipal Padre Ivo Moreira onde são oferecidos banho, comida e lugar para dormir.

Situado anexo ao Ginásio Poliesportivo Oswaldo Sad, o albergue funciona das 19h às 07h, todos os dias da semana, inclusive nos fins de semana e feriado. Para migrantes, o município oferece serviço de passagem para dezesseis cidades vizinhas, com o propósito de encaminhar o usuário ao seu destino, levando em conta a rota e os serviços ofertados pela rede no trajeto a ser percorrido.

Para os cidadãos que buscam um lugar para residir, a Prefeitura mantém convênio mensal com a FUMAPH para oferecer os serviços da Casa de Acolhimento Bom Samaritano. ‘Nosso propósito é explicar à população o que acontece no ato de doar esmolas. Esta ação cheia de boas intenções acaba estimulando as pessoas a permanecerem em situação de mendicância. Nosso objetivo não é pregar o individualismo e/ou egoísmo, pelo contrário, queremos que as pessoas em situação de rua sejam vistas como cidadãos de direitos que necessitam de algo além do que estão pedindo. É preciso que fique claro que quando alguém doa esmola, mesmo que com o pensamento de ajudar, está na verdade contribuindo com a permanência desta pessoa nas ruas. Pois, ao doar esmola, não se está matando a fome, mas, na maioria das vezes, sustentando um vício daquele pedinte e reforçando a ideia de que dá para ‘viver’ na rua’, explica a Secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social, Giuzaina Celeste Gregório.

 

O que fazer?

A orientação dada à população que se sensibiliza com a situação dos moradores de rua é a seguinte: questione o motivo de a pessoa te pedir dinheiro. Normalmente a resposta dada relaciona-se à necessidade de comer, questão de saúde, passagem, ou até mesmo banho.

De acordo com a Coordenadora do CREAS, Glenda Miranda, para todas estas perguntas a equipe de atendimento pode dar um suporte e orientações. ‘Em vez de dar esmola, oriente a este cidadão a procurar o CREAS, que fica na Rua Desembargador Alonso Starling, 260, no centro (fundos da Igreja Presbiteriana). Para contatos fora do horário comercial é disponibilizado o número de telefone de plantão: 33 98418 2273.

Nos casos em que a pessoa em situação de rua cometer algum delito, furtar, provocar transtornos ou mesmo coagir alguém a dar lhe dinheiro é importante que seja acionada a Polícia Militar. ‘Cabe ressaltar que nosso serviço busca a garantia de direitos, não temos o poder de resolver determinadas situações que afligem a sociedade, como atos infracionais praticados. Vale destacar o artigo 5º da CF que diz: <Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade> e no inciso XV, <é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da Lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens>’, esclarece a Coordenadora.

A equipe reitera que a esmola, mesmo sem esta intenção, acaba contribuindo para manter as pessoas nas ruas, expostas a todos os tipos de violência e até à dependência química. ‘O que estas pessoas precisam é, na realidade, reconstruir o seu projeto de vida’, mencionam os profissionais.

Contatos com o Serviço Especializado em Abordagem Social podem ser feitos pelos telefones: 33 3332 3800 (Sec. de Trabalho e Desenvolvimento Social), 33 3331 1964 (FUMAPH) e 33 3332-3264 (CREAS).

Secretaria de Comunicação Social – Prefeitura de Manhuaçu

Gostou? Então compartilhe!

----